legibilidade dos textos (1.ª parte)
Há já várias décadas, que estudiosos se dedicam a resolver a melhor forma de apresentar a legibilidade dos textos impressos. O corte da letra, as patilhas (ou serifas – os pequenos traços que enfeitam as hastes das letras), a grossura do traço, o peso (normal, semi-bold, bold e bold pesado), a altura da letra em relação à sua largura e o contraste da cor da impressão com a cor do suporte, determinam a facilidade de leitura. Assim a boa prática da composição diz-nos que para texto corrido de jornais e revistas a tipografia deve ser patilhada, mas sem exagerar A patilha ajuda a juntar as letras numa palavra ou até num conjunto delas e como nós lemos palavras ou grupo delas (só as pessoas com fraca alfabetização soletram ao ler) torna-se facilmente legível uma página de jornal ou de revista. Também o contraste entre as partes finas e grossas das letras não deve ser exagerada (bodoni ou garamont). A fonte “times”, preferencial de muitas pessoas, é particularmente sensível a este facto, já que as partes finas por vezes tornam-se imperceptíveis ou até desaparecem na impressão e por isso a leitura torna-se maçadora para o leitor. Alguns tipógrafos usam estes tipos expandindo-os um pouco (contudo esta formatação só se encontra disponível em aplicações profissionais de topo). Também deve pesar na escolha a altura da letra, para o boa distinção dos “h” dos “n” e dos “d” dos “o”. Eu gosto particularmente da “georgia” (a utilizada neste sítio, que será substituída automaticamente pela “times new roman” ou quaquer outra letra patilhada caso aquelas não estejam instaladas no sistema do utilizador). Os nomes das fontes tipográficas derivam, na maior parte das vezes, dos nomes dos seus desenhadores.
